
LGBTerror vol. 2
Monstros nunca morrem e LGBTerror volta com tudo no segundo volume. Publicado pela Editora Diário Macabro, o livro reúne 17 histórias sombrias onde o horror e o fantástico se encontram com as vivências LGBTQIAP+.
Vitória Vozniak assina o conto "Amor é um ótimo motivo para cultivar samambaia".


Olá!
Sou editor na Eita! Magazine.
E sou um preparador de textos que também escreve!
Sou autor dos livros de poemas "nos beats do coração de um musaranho" (7Letras), "verbo primordial:" (Patuá),
e possuo dezenas de contos publicados no Brasil e no exterior, em inglês e japonês.
Participo do ADA, onde pesquiso as interseções de ecocrítica, representações de gêneros e culturas que compõem o Brasil na literatura insólita: horror, ficção científica e fantasia.

Da mochila ao touro e à mochila:
A CONSTANTE MOVIMENTAÇÃO DA AUTODESCOBERTA
"Vejo hoje Cave of Forgotten Dreams (2010), de Werner Herzog. O documentário mostra a rara chance em que a equipe do filme conseguiu de explorar e documentar o interior das Cavernas de Chauvet (França), local no qual encontram-se as pinturas mais antigas feitas por humanos, com desenhos que datam de 30 mil anos, assim como o depoimento de pesquisadores e suas impressões. Como expectadora, sinto-me dentro dessas descobertas, sendo a primeira a identificação de uma assinatura através da marca repetida de uma mão que detém uma singularidade: um dos dedos é torto. Autorias desconhecidas nos aproximam do sentimento de pertencer a um conjunto humano? A assinatura individual por vezes parece distanciar a arte do humano. Nesse sentido, a arte sem nome e sobrenome não se torna algo que o humano faz, em vez de ser o dom de poucos? Saio a tatear as paredes brancas do meu quarto. Minha mão é do tamanho de uma folha da minha agenda. Minha mão é do tamanho de uma folha do meu diário. Minha mão é do tamanho de uma folha do meu caderno. Uma lembrança ressurge: quando ainda desconhecia meu nome, assino um painel de pintura com minha mão."
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